São cerca de 470 mil arquivos, incluindo vídeos, áudios e até mesmo o diário pessoal de Bin Laden.

Arquivos confirmam que Bin Laden permaneceu à frente da Al Qaeda até morrer (Foto: Getty Images via BBC)

Arquivos confirmam que Bin Laden permaneceu à frente da Al Qaeda até morrer (Foto: Getty Images via BBC)

Do filme “A Era do Gelo” à uma tradução em árabe de trechos do livro “Obama’s Wars” (As Guerras de Obama), no qual o jornalista investigativo Bob Woodward analisa a estratégia dos Estados Unidos em relação ao Afeganistão.

Esses são alguns arquivos encontrados no computador de Osama Bin Laden. É o que mostra o último lote de documentos divulgado pela CIA (agência de inteligência dos EUA), após a apreensão realizada pelas forças americanas na casa onde o então líder da Al Qaeda estava escondido e foi morto, em 2011, na cidade de Abbottabad, no Paquistão.

Diversas crianças e mulheres moravam com Bin Laden no esconderijo.

São cerca de 470 mil arquivos, incluindo vídeos, áudios e até mesmo o diário pessoal de Bin Laden.

O casamento do ‘herdeiro’

Segundo o diretor da CIA, Mike Pompeo, há cerca de 10 mil vídeos, e alguns dão pistas sobre “os planos e atuação da organização terrorista”.

Há também gravações, até então desconhecidas, do casamento de Hamza, considerado o filho favorito de Bin Laden e que vem sendo cotado como futuro líder da Al-Qaeda.

Hamza é considerado filho favorito de Osama Bin Laden e seu futuro sucessor na Al-Qaeda (Foto: AFP)Hamza é considerado filho favorito de Osama Bin Laden e seu futuro sucessor na Al-Qaeda (Foto: AFP)

Hamza é considerado filho favorito de Osama Bin Laden e seu futuro sucessor na Al-Qaeda (Foto: AFP)

Nos últimos anos, a organização extremista islâmica enviou mensagens de áudio em que Hamza ameaça os Estados Unidos, convoca a derrubada do governo saudita e encoraja os jihadistas a lutarem na Síria.

No entanto, as imagens dele que tinham sido divulgadas até agora eram da sua infância e adolescência.

Osama Bin Laden não aparece no vídeo do casamento. Mas, de acordo com uma análise feita pela Fundação para Defesa de Democracias (FDD), foram identificados outros militantes de alto escalão, como Mohammed Islambouli, irmão do homem que, em 1981, matou o líder egípcio Anwar Sadat.

Os planos da Al Qaeda

Entre os arquivos divulgados, há 228 páginas escritas à mão pelo ex-líder da Al-Qaeda. Nos textos, Bin Laden aborda diversas questões, incluindo a Primavera Árabe, série de protestos e revoltas que tem início em 2010 e que, aparentemente, ele não havia antecipado, diz a FDD.

Os documentos mostram ainda que, até sua morte, Bin Laden foi responsável pela organização e manteve contato com subordinados em todo o mundo.

Em nota à imprensa, a CIA informou que os materiais divulgados agora também oferecem pistas que ajudam a entender a origem da cisão entre a Al-Qaeda e o grupo extremista autodenominado Estado Islámico, que é uma dissidência da organização de Bin Laden, assim como divergências estratégicas, de doutrinas e religiosas.

Bin Laden queria aproveitar a Primavera Árabe para favorecer a causa da Al-Qaeda (Foto: Getty Images via BBC)Bin Laden queria aproveitar a Primavera Árabe para favorecer a causa da Al-Qaeda (Foto: Getty Images via BBC)

Bin Laden queria aproveitar a Primavera Árabe para favorecer a causa da Al-Qaeda (Foto: Getty Images via BBC)

Os arquivos revelam ainda informações sobre os esforços da Al-Qaeda para usar a Primavera Árabe em benefício próprio e alavancar a jihad global, além de iniciativas para tentar melhorar sua imagem no mundo muçulmano.

Documentários e pornografia

Segundo a CIA, o material divulgado se encontra na versão original em árabe, mantido o mais fiel possível ao formato original, tendo sido modificado apenas para evitar que seja editado.

A agência de inteligência dos EUA alegou que os arquivos encontrados no complexo de Abbottabad e que não foram revelados incluem de informações sensíveis, que não podem ser divulgadas por questões de segurança, a pornografia, além de softwares nocivos, material defeituoso, duplicado ou protegido por leis de direitos autorais.

Documentos mostram cisões dentro da Al Qaeda (Foto: AFP)Documentos mostram cisões dentro da Al Qaeda (Foto: AFP)

Documentos mostram cisões dentro da Al Qaeda (Foto: AFP)

Entre os achados, há vários vídeos do YouTube sobre técnica de tecelagem, incluindo um chamado Como tecer uma flor.

Foram encontrados também diversos filmes de animação (FormiguinhaZ, Carros, O Galinho Chicken Little e A Era do Gelo 3) e de ação (Batman: O Cavaleiro das Trevas e Resident Evil), assim como o videogame “Final Fantasy VII”.

Documentários da BBC, como “Great Wildlife Moments” (Grandes Momentos da Vida Selvagem) e vários da National Geographic, como “Kung Fu Killers” (Assassinos do Kung Fu), “Inside the Green Berets” (Por Dentro dos Boinas Verdes) e “Predators at War” (Predadores em Guerra).

Além disso, o então líder da Al Qaeda colecionava documentários sobre sua própria trajetória:

  • Biography – Osama Bin Laden (Biografia – Osama Bin Laden)
  • In the Footsteps of Bin Laden (Atrás dos passos de Bin Laden)
  • Where in the World is Osama Bin Laden (Onde está Osama Bin Laden?)

Fica a dúvida se a posse desses três documentários tinha objetivo estratégico ou era um simples um gesto de narcisismo.

Do g1.com

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Graciosa

quitanda

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Irmão de Kim Jong-un foi morto no aeroporto de Kuala Lampur, na Malásia. Um tipo de gás foi encontrado também nas roupas das acusadas pelo assassinato.

Homem morto no aeroporto da Malásia seria Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un (Foto: Kyodo News via AP)

Homem morto no aeroporto da Malásia seria Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un (Foto: Kyodo News via AP)

Os legistas detectaram uma quantidade pequena, mas suficientemente letal, de um tipo altamente mortal de gás sarin no rosto e na roupa do meio-irmão do líder norte-coreano, que foi assassinado em fevereiro no aeroporto de Kuala Lumpur. A revelação foi feita durante a audiência desta terça-feira (10) no julgamento por sua morte.

Kim Jong-Nam tinha 0,2 mg de VX por quilo de massa corporal na pele de seu rosto, muito superior à típica dose letal, afirmou o químico Raja Subramaniam durante o julgamento das duas mulheres acusadas pelo assassinato.

O VX é tão letal que integra a lista da ONU de armas de destruição em massa. Kim morreu pouco depois do ataque, quando a substância atingiu seu sistema nervoso.

A indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Thi Huong, acusadas pelo crime, estão sendo julgadas desde a semana passada na Alta Corte de Shah Alam, subúrbio de Kuala Lumpur onde fica o aeroporto. Elas são acusadas de jogar o veneno no rosto de Kim.

Na audiência de segunda-feira, Raja já tinha indicado que a substância mortal também foi encontrada nas roupas das acusadas – prova que vincula diretamente as duas mulheres ao incidente.

As mulheres foram detidas pouco depois do assassinato do meio-irmão de Kim Jong-Un, que aconteceu em 13 de fevereiro no momento em que ele aguardava o embarque em um voo para Macau.

Raja falou sobre a quantidade de VX que encontrou no rosto e no casaco de Kim. Questionado na audiência se era suficiente para matar a vítima, o químico respondei: “Não posso dar uma resposta direta. Com base na concentração estimada, representa 1,4 vez a dose letal”.

Declaração de inocência

As duas mulheres se declararam inocentes na abertura do julgamento. Ao longo de toda a investigação elas afirmaram que não tinham a intenção de cometer um assassinato e que foram enganadas, pois acreditavam que participariam em um programa de televisão do tipo “pegadinha”. Os advogados de defesa afirmam que os culpados são norte-coreanos que conseguiram fugir da Malásia.

A Coreia do Sul acusa o Norte de planejar o assassinato, o que Pyongyang nega. Kim Jong-Nam era muito crítico a respeito do regime norte-coreano e vivia no exílio.

A Família Kim (Foto: Editoria de Arte/G1)A Família Kim (Foto: Editoria de Arte/G1)

A Família Kim (Foto: Editoria de Arte/G1)

Do G1

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Do G1.com, em São Paulo Donald Trump será o 45º presidente dos Estados Unidos. Contrariando pesquisas e previsões, ele derrotou Hillary Clinton e teve sua vitória projetada pela Associated Press às 5h32 (hora de Brasília) desta quarta-feira (9). Quando entraram os delegados do estado de Wisconsin, ele alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 […]

Do G1.com, em São Paulo

O presidente eleito Donald Trump fala após vitória (Foto: Mike Segar/Reuters)

O presidente eleito Donald Trump fala após vitória (Foto: Mike Segar/Reuters)

Donald Trump será o 45º presidente dos Estados Unidos. Contrariando pesquisas e previsões, ele derrotou Hillary Clinton e teve sua vitória projetada pela Associated Press às 5h32 (hora de Brasília) desta quarta-feira (9). Quando entraram os delegados do estado de Wisconsin, ele alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral. A imprensa americana informou minutos depois que Hillary ligou para o rival e admitiu a derrota. “Eu a cumprimentei pela campanha muito disputada”, disse Trump em seu discurso da vitória.

Ao falar aos seus simpatizantes, Trump defendeu a união do país após a disputa eleitoral, ao afirmar que será o presidente para “todos os americanos”.

“Todos os americanos terão a oportunidade de que perceber seu potencial. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos”, discursou. Trump disse ainda que o plano do país deve ser refeito. “Vamos sonhar com coisas para nosso país, coisas bonitas e de sucesso novamente.”

Disputa
A democrata Hillary, de 69 anos, e o republicano Trump, de 70, protagonizaram uma disputada e agressiva campanha de quase dois anos, marcada por ofensas e ataques pessoais.

Durante a noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca e abalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata.

A maré começou a virar a favor de Trump após as vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Ele ainda se tornou o primeiro candidato de seu partido a ganhar na Pensilvânia desde que George H. W. Bush o fez em 1988.

Já antes de sair a projeção da vitória de Trump, o chefe da campanha de Hillary, John Podesta, disse que ela não falará durante a noite. Ele pediu que os simpatizantes da candidata voltassem para casa.

Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos num mundo em mutação, Donald Trump tornou-se a voz da mudança para milhões deles.

Trajetória
Nascido em 14 de junho de 1946 no bairro nova-iorquino do Queens, Trump é o quarto dos cinco filhos de Fred Trump, um construtor de origem alemã, e Mary MacLeod, uma dona de casa de procedência escocesa.

Desde criança ele mostrava um comportamento rebelde, tanto que seu pai teve que tirá-lo da escola aos 13 anos, onde havia agredido um professor, e interná-lo na Academia Militar de Nova York, com a esperança de que a disciplina militar corrigisse a atitude de seu filho.

Trump graduou-se em 1964 na academia, onde alcançou a patente de capitão e vislumbrava seu destino: “Um dia, serei muito famoso”, comentou então ao cadete Jeff Ortenau.

Em 1968, o hoje magnata formou-se em Economia na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, e se transformou no favorito para suceder seu pai no comando da empresa familiar, Elisabeth Trump & Son, dedicada ao aluguel de imóveis de classe média nos bairros nova-iorquinos de Brooklyn, Queens e Staten Island.

Trump assumiu em 1971 as rédeas da companhia, rebatizada como The Trump Organization, e se mudou para a Manhattan. Enquanto seu pai construía casas para a classe média, ele optou pelas torres luxuosas, hotéis, casinos e campos de golfe. Trump gosta de dizer que começou seus próprios negócios modestamente, com “um pequeno empréstimo de US$ 1 milhão” de seu pai.

O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)
O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Já nos anos 1980, tinha em construção diversos empreendimentos na cidade, incluindo a Trump tower, o Trump Plaza, além de cassinos em Atlantic City, em Nova Jersey. Casou-se pela primeira vez em 1977, com a modelo tcheca Ivana Zelní?ková, com quem tem três filhos, e pela segunda vez em 1993, com a atriz Marla Maples, com quem tem uma filha.

Em 2011, se casou com sua atual mulher, Melania Knauss, ex-modelo eslovena de 46 anos que cria seu filho Barron, de 10 anos. Ela foi colocada longe dos holofotes durante a campanha. Já seus filhos adultos, Ivanka, Donald Jr., Eric Tiffany participam da corrida eleitoral. Trump tem sete netos.

Na começo da década de 90, três dos seus cassinos entraram em falência por causa de dívidas, na tentativa de reestruturá-las. Em 1996, comprou os direitos dos concursos Miss USA, Miss Universo e Miss Teen, tornando-se seu produtor executivo.

Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)
Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)

Oito anos mais tarde, tornaria-se figura pública ainda mais conhecida ao virar apresentador do programa “The Apprentice”, em que tinha o poder de demitir os participantes.

Apesar de afirmar ter US$ 10 bilhões, sua fortuna foi estimada em US$ 4,5 bilhões pela Forbes. Em 2014, o Partido Republicano sugeriu que concorresse ao governo de Nova York, mas Trump disse que o cargo não lhe interessava.

Trump mora em um triplex no topo da Torre Trump em Nova York, e viaja em seu Boeing 757 privado, que serve regularmente como pano de fundo para seus comícios.

Cabelo tingido de loiro, impecavelmente vestido, ele fascina e horroriza. Quando uma dúzia de mulheres o acusaram de assédio e gestos sexuais impróprios, ele tratou todas de mentirosas.

Trump não é dos mais fiéis a ideologia: foi democrata até 1987 e, em seguida, republicano (1987-1999), membro do partido da Reforma (1999-2001), democrata (2001-2009), e republicano novamente. Durante a sua carreira foi alvo de dezenas de processos civis relacionados aos seus negócios.

donald Trump diante de seu helicóptero, em 1988 (Foto: AP)
Donald Trump diante de seu helicóptero, em 1988 (Foto: AP)

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