O assessor do deputado, Jorge Oliveira, admitiu o erro e pediu desculpas pelo equívoco

Imagem publicada na página do deputado Jair Bolsonaro no Facebook | Reprodução

Imagem publicada na página do deputado Jair Bolsonaro no Facebook | Reprodução

Por Marlen Couto e Luís Guilherme Julião

Deputado federal e pré-candidato à Presidência em 2018, Jair Messias Bolsonaro (PSL-RJ) anunciou nesta terça-feira, nas redes sociais, que teria economizado R$ 1,2 milhão em dinheiro público nos últimos oito anos de mandato na Câmara.

Uma publicação em sua página oficial no Facebook informou que o parlamentar teria usado, entre 2010 e 2017, apenas R$ 1,7 milhão do total de R$ 3 milhões a que teria direito para cobrir gastos como passagens aéreas, combustível, telefonia, serviços postais, entre outros. Cerca de seis horas depois, a publicação na página do deputado já tinha 40 mil compartilhamentos e mais de 75 mil reações no Facebook. Contudo, os dados da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro não economizou tanto assim no período.

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Os dados oficiais divulgados pela Câmara mostram que Jair Bolsonaro gastou R$ 2.495.056,70 entre janeiro de 2010 e dezembro de 2017. Esse valor é 44,6% superior aos R$ 1.725.639,16 divulgados pela página do parlamentar. Ou seja, o deputado gastou R$ 770 mil a mais do que o valor que divulgou nas redes.

Na tabela também há discrepâncias relacionadas ao valor da cota a que o deputado tem direito por ano. Sem considerar acréscimos a deputados que exercem funções de líder de partido ou de bloco parlamentar, presidente ou vice-presidente de comissão parlamentar ou a deputados que exercem cargo de suplente de secretário na mesa da Câmara, por exemplo, Bolsonaro teria direito a um total de R$ 2,978 milhões nesse período (veja tabela detalhada abaixo) como parlamentar do Rio de Janeiro. Sendo assim, ele deixou de gastar, na verdade, R$ 483 mil em oito anos, e não R$ 1,2 milhão.

A assessoria da Câmara confirmou que os valores de despesas dos parlamentares que constam no portal e estão abertos à consulta pública são os valores que foram reembolsados aos deputados. Procurado pela equipe de checagem do GLOBO, o deputado informou que o quadro foi feito por sua assessoria de imprensa e disse que iria revisar os números.

— Esses gastos são de passagens aéreas, telefone, Correios, gráfica, material de escritório. Acho que gasto de forma compatível com a minha atividade — disse Jair Bolsonaro.

O assessor do deputado, Jorge Oliveira, admitiu o erro e pediu desculpas pelo equívoco:

— Foi responsabilidade minha. Quando fiz o levantamento, eu incluí as despesas entre 1 de janeiro até 1 de dezembro, por isso as despesas entre 2 e 31 de dezembro ficaram de fora. Já corrigimos a informação. Peço desculpas pelo equívoco e pela desinformação gerada.

Na noite desta terça-feira, o erro já havia sido corrigido e uma nova peça foi publicada. Entretanto, ainda havia divergências nos números — agora com valores superiores ao que efetivamente foi gasto, segundo a Câmara (veja a tabela com dados da Câmara no final).

 

Em relação aos gastos brutos das cotas parlamentares de deputados eleitos e suplentes, Bolsonaro não está entre os que mais usam o reembolso durante o ano. Entre 2010 e 2017, o parlamentar nunca esteve entre os 300 mais “gastadores” da Câmara.

Levando em conta apenas os 46 deputados do estado do Rio de Janeiro, que têm direito ao mesmo valor mensal de cota (o benefício varia para cada estado), Bolsonaro teve apenas o 41º maior gasto no mês de setembro de 2017, o último mês em que os deputados já não podem mais apresentar notas para reembolso. Os parlamentares têm até 90 dias para pedir o reembolso de um gasto a partir da data em que ele foi efetuado.

Fonte:  Globo

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